Após tecer duras críticas à organização da Expô 22, o vereador Antônio Edwaldo Dunga Costa (União Brasil) conseguiu a aprovação de um requerimento de sua autoria que questiona quanto o evento recolheu de ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) sobre todas as movimentações financeiras consolidadas para e na realização da feira agropecuária.
O documento foi aprovado por unanimidade durante a 29ª sessão ordinária da Câmara de Araçatuba, realizada nessa segunda-feira (19). Os questionamentos são direcionados ao prefeito Dilador Borges (PSDB), que tem prazo de 15 dias para responder.
A 61ª Exposição Agropecuária de Araçatuba foi realizada de 2 a 11 de setembro, no Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado, recebendo um público de 200 mil pessoas, segundo a empresa Viva+ Entretenimento, responsável pela organização em parceria com o Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste).
Na semana passada, durante a 28ª sessão ordinária da Câmara, Dunga usou a tribuna livre para fazer duras críticas à Expô 2022, classificada por ele como a pior da história. Na ocasião, ele citou falta de transparência na venda de meia-entrada, atraso nos shows, preços abusivos de comida e bebida, ausência de eventos gratuitos para crianças e idosos e desrespeito ao público que encontrou atrações fechadas em um dia de entrada franca.
Ingressos, shows e estacionamentos
Desta vez, o parlamentar faz uma série de questionamentos a respeito dos números da feira. Dentre eles, Dunga quer quer saber quantos ingressos foram vendidos nas bilheterias físicas e virtual para o público que visitou o recinto nos dias do evento. E também quantos ingressos foram vendidos apenas para os shows (pista, área vip e camarotes), além de quantas pessoas são comportadas nos diferentes setores da feira.
O vereador questiona, ainda, quantos camarotes foram montados no recinto de shows e qual foi a movimentação de vendas, assim como o número de vagas de estacionamento pagas disponibilizadas, os valores cobrados e o montante recolhido de ISSQN sobre a renda obtida pelos estacionamentos pagos.
Ele também quer saber quantas empresas aderiram às cotas de patrocínio do evento, o valor das referidas cotas e a quantia recolhida do imposto sobre serviços.
Outro questionamento é em relação aos valores pagos a cada artista que se apresentou no evento, o valor pago pelo parque de diversões e os valores dos contratos para prestação de serviços, como montagem de palco, monitoramento de câmeras e limpeza do recinto e banheiros químicos e os respectivos recolhimentos sobre cada um destes contratos.