A GS Inima Samar emitiu uma nota, nesta terça-feira (8), para rebater as informações do levantamento do portal Repórter Brasil, que apontou que os moradores de Araçatuba tomaram água imprópria para o consumo entre os anos de 2018 e 2020. Leia a matéria completa clicando aqui.
“A qualidade da água distribuída à população de Araçatuba obedece integralmente aos parâmetros exigidos pela legislação brasileira, definidos pela Portaria GM/MS no 888, de 4 de maio de 2021, do Ministério da Saúde”, afirma a concessionária de água e esgoto de Araçatuba.
As informações levantadas pelo Repórter Brasil podem ser consultadas por cidade no Mapa da Água, que destaca quais substâncias extrapolaram o limite e explica seus riscos. Os dados são resultados de testes feitos por empresas ou órgãos de abastecimento e enviados ao Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano), do Ministério da Saúde.
Os testes são feitos após o tratamento e a maioria dessas substâncias não pode ser removida por filtros ou fervendo a água. Em Araçatuba, ao realizar a consulta no mapa interativo, foram detectadas 3 substâncias que geram riscos à saúde, no período entre 2018 e 2020.
São elas os ácidos haloacéticos e o trióxido de antimônio, classificados como possivelmente cancerígeno para humanos pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, da OMS (Organização Mundial da Saúde). Também foram encontrados trihalometanos na água consumida em Araçatuba. Eles são um grupo de compostos químicos e orgânicos que derivam do metano e inclui substâncias como o clorofórmio, classificado como possivelmente cancerígeno pela exposição oral prolongada a esta substância pode produzir efeitos no fígado, rins e sangue.

A Samar rebate e afirma que “quanto aos subprodutos da desinfecção, citados no ‘Mapa da Água’, é importante ressaltar que os parâmetros utilizados devem e são monitorados sempre com base na média móvel dos últimos doze meses, levando-se em conta seu histórico completo, de acordo com a legislação vigente e a situação dos sistemas de tratamento da água e não dados aleatórios de origem técnica duvidosa como apresentados na reportagem.”
A concessionária afirma que a reportagem “utiliza métricas tendenciosas e conclusões equivocadas, cujo efeito é danoso para opinião pública, um verdadeiro desserviço.”
De outro lado, o pesquisador Fábio Kummrow, professor de toxicologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ao comentar o levantamento do Repórter Brasil, afirmou: “Se há substância acima do valor máximo permitido, podemos dizer que a água está contaminada”. “Uma outra forma de dizer é que essa água não está própria para consumo, como quando um alimento passa da data de validade”.
Contaminada ou imprópria, Kummrow confirma que existe risco para quem bebe a água, e ele varia de acordo com a substância e com o número de vezes que ela foi consumida ao longo do tempo.

A Samar destacou que realiza mensalmente uma média de mil análises da água e monitoram todas as etapas do tratamento da água, desde sua captação, estações de tratamento, redes de distribuição e chegada aos cavaletes dos imóveis. “São analisadas características como a turbidez da água, cor, cloro, coliformes totais e, inclusive, parâmetros de metais e a presença de agrotóxicos”, informa a empresa.
Ainda segundo a nota emitida pela concessionária, além análises próprias da GS Inima SAMAR para o controle da qualidade da água distribuída à população, também são realizadas análises em laboratórios certificados pela ISO 17.025 e sobretudo análises realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz, a partir de amostras coletadas pela Vigilância Sanitária Municipal.
Os relatórios de qualidade da água, segundo a empresa, são enviados mensalmente ao Ministério da Saúde e disponibilizados no Sisagua para os serviços de vigilância sanitária do Estado e do município. “Por isso, a GS Inima SAMAR garante que a água que abastece a população de Araçatuba obedece aos padrões de qualidade e potabilidade estabelecidos pelas autoridades sanitárias e legislação brasileiras.”
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Leia a nota na íntegra
A qualidade da água distribuída à população de Araçatuba obedece integralmente aos parâmetros exigidos pela legislação brasileira, definidos pela Portaria GM/MS no 888, de 4 de maio de 2021, do Ministério da Saúde. A GS Inima SAMAR realiza mensalmente uma média de mil análises da água e monitoram todas as etapas do tratamento da água, desde sua captação, estações de tratamento, redes de distribuição e chegada aos cavaletes dos imóveis. São analisadas características como a turbidez da água, cor, cloro, coliformes totais e, inclusive, parâmetros de metais e a presença de agrotóxicos.
Além das análises próprias da GS Inima SAMAR para o controle da qualidade da água distribuída à população, também são realizadas análises em laboratórios certificados pela ISO 17.025 e sobretudo análises realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz, a partir de amostras coletadas pela Vigilância Sanitária Municipal.
Quanto aos subprodutos da desinfecção, citados no “Mapa da Água”, é importante ressaltar que os parâmetros utilizados devem e são monitorados sempre com base na média móvel dos últimos doze meses, levando-se em conta seu histórico completo, de acordo com a legislação vigente e a situação dos sistemas de tratamento da água e não dados aleatórios de origem técnica duvidosa como apresentados na reportagem. A reportagem utiliza métricas tendenciosas e conclusões equivocadas, cujo efeito é danoso para opinião pública, um verdadeiro desserviço.
Os relatórios de qualidade da água são enviados mensalmente ao Ministério da Saúde e disponibilizados no Sisagua para os serviços de vigilância sanitária do Estado e do município.
Por isso, a GS Inima SAMAR garante que a água que abastece a população de Araçatuba obedece aos padrões de qualidade e potabilidade estabelecidos pelas autoridades sanitárias e legislação brasileiras.